AICI | A Ciência a nosso favor
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Crédito foto: Alex Read on Unsplash
set 29 2017

A Ciência a nosso favor

Dezenas de pesquisas são realizadas em diferentes universidades ao redor do mundo sobre temas diretamente ligados ao trabalho que os consultores de imagem realizam: primeiras impressões, impacto das roupas, imagem nas redes sociais, entre outros. Embasar nosso trabalho em publicações científicas colabora para a percepção de valor e profissionalismo do nosso mercado.

Este artigo traz algumas das descobertas feitas para você compartilhar com seus clientes.

Afinal, quanto tempo para uma primeira impressão?

Em 2006, Janine Willis e Alexander Todorov, da Universidade de Princeton, realizaram uma pesquisa em que pessoas observaram 68 rostos em diferentes intervalos de tempo. Eles identificaram que os julgamentos realizados após uma exposição de 100 milissegundos para os atributos de atratividade, amabilidade, confiabilidade, competência e agressividade correlacionam-se altamente com os julgamentos feitos na ausência de restrições de tempo, sugerindo que esse tempo de exposição é suficiente para que as pessoas formem uma impressão.

A primeira impressão é a que fica?

Vivian Zayas, professora de psicologia da Universidade de Cornell, realizou experimentos em que 55 participantes analisaram fotografias de quatro mulheres que sorriam em uma instância e tinham uma expressão neutra em outra. Para cada foto, os participantes avaliaram se seriam amigos da mulher e se sua personalidade era ou não extrovertida, agradável, emocionalmente estável, conscienciosa e aberta a novas experiências.
Entre um mês e seis meses depois, os participantes do estudo conheceram uma das mulheres fotografadas – não percebendo que eles avaliaram sua fotografia anteriormente. Eles jogaram um jogo de trívia por 10 minutos, depois foram instruídos a se conhecer o melhor possível por mais 10 minutos. Após cada interação, os participantes do estudo avaliaram novamente a simpatia e os traços de personalidade da pessoa.
Os pesquisadores encontraram uma forte consistência entre a forma como os participantes avaliaram a pessoa com base na fotografia e na interação ao vivo. As primeiras impressões formadas simplesmente por olhar uma fotografia previam como as pessoas sentiam e pensavam sobre a pessoa após uma interação ao vivo que ocorreu um mês a seis meses depois.

O que vestimos altera a forma como interagimos com o mundo?

Adam Hajo e Adam D. Galinsky, professores da Kellogg School of Management da Northwestern University, demonstraram como as roupas influenciam sistematicamente os processos psicológicos dos usuários.

Num experimento, 58 alunos foram designados aleatoriamente para vestir um jaleco branco ou roupas de rua. Em seguida, eles receberam uma prova de atenção seletiva com base na sua capacidade de notar incongruências, como quando a palavra “vermelho” aparecia na cor verde. Aqueles que usavam os jalecos brancos fizeram cerca de metade dos erros comparados com aqueles que usavam roupas normais.

Num segundo experimento, 74 alunos foram alocados aleatoriamente para uma das três opções: vestir um jaleco, vestir um avental de pintor ou ver um jaleco. Em seguida, eles receberam uma prova de atenção. Eles tiveram que olhar duas fotos muito semelhantes lado a lado em uma tela e detectar quatro pequenas diferenças, escrevendo-as o mais rápido possível. Aqueles que vestiam o casaco do médico, que era idêntico ao casaco do pintor, encontraram mais diferenças.

Eles concluíram que a influência da roupa depende da sua utilização e do seu significado simbólico. As roupas invadem o corpo e o cérebro, colocando o portador em um estado psicológico diferente, disse Galinsky.

Autenticidade ou Perfeição?

Na hora de escolher que foto postar no seu perfil nas redes sociais, Jonah Berger, professor de marketing da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, descobriu que as pessoas preferem autenticidade à perfeição.

Num estudo feito comparando as reações do público ao olhar fotos naturais e fotos posadas, ele descobriu que as fotos naturais, em que a pessoa não está olhando diretamente para a câmera ou parece que não está posando, na verdade levam as melhores impressões. As pessoas estão mais interessadas em conhecer alguém, mais interessadas em namorá-los e potencialmente mais interessadas em ser amigas com eles se essa pessoa tiver uma foto natural e não posada.

Entretanto, ele afirma que isso não vale para todas as situações. Se alguém está procurando emprego em que parecer competente se sério é tão importante quanto parecer autêntico, neste caso, uma foto pensada e posada funciona melhor.


Ilana Berenholc Consultora de Imagem AICI Brasil
Coletânea de pesquisas feita por Ilana Berenholc, editora de nossa newsletter.

4 Comments
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4 Comments
  • Amei o artigo. Muito obrigada por compartilhar e dessa maneira nos ajudar a sermos cada vez mais assertivas no nosso trabalho

    30 de setembro de 2017 at 13:26
    • Ilana Berenholc
      Responder

      Fico contente.

      1 de outubro de 2017 at 09:05
  • Silvia
    Responder

    Muito bom Ilana!! Beijos, Silvia

    3 de outubro de 2017 at 10:14
  • Muito bom ter embasamento científico para nosso trabalho. Ainda que sem tocar as emoções, seja muito difícil conquistar os clientes, um pouco de dados fortalece o discurso. Obrigada, Ilana!

    4 de outubro de 2017 at 10:39

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