AICI | Como a Economia Criativa pode contribuir com a Consultoria de Imagem
14007
single,single-post,postid-14007,single-format-standard,edgt-core-1.0,ajax_fade,page_not_loaded,,hudson child-child-ver-1.0.0,hudson-ver-1.4,vertical_menu_enabled, vertical_menu_left, vertical_menu_width_290,smooth_scroll,side_menu_slide_from_right,blog_installed,wpb-js-composer js-comp-ver-4.11.1,vc_responsive
ckturistando-597172-unsplash
abr 30 2018

Como a Economia Criativa pode contribuir com a Consultoria de Imagem

 

O brasileiro é um ser naturalmente criativo. Por isso, quando falamos em Economia Criativa, isso faz muito sentido para nós.

 

Dessa forma, a AICI Brasil foi conversar com Sônia Santos, docente nas áreas de criatividade, inovação e gestão de pessoa para entender melhor este conceito.

 

Para ela, definir a Economia Criativa não é tarefa fácil. Entretanto, nos ajudou citando alguns teóricos que escreveram sobre a referida matéria.

 

De acordo com Peter Drucker, a economia das nações desenvolvidas está cada vez mais voltada para a informação e o conhecimento. Os recursos econômicos básicos – os meios de produção – não são mais o capital, os recursos naturais nem a mão de obra, e sim o conhecimento.

 

Para Richard Florida, a criatividade é a principal força propulsora, ou seja, a criação de novas formas práticas a partir desse conhecimento. Assim, conhecimento e informação são ferramentas e materiais para a criatividade. A inovação, tanto na forma de um novo artefato tecnológico, quanto de um novo modelo de negócio, é produto da criatividade.

 

Para o British Council, as “indústrias culturais” não são um assunto novo. O desejo de criar coisas que vão além da dimensão pragmática – coisas bonitas ou que comunicam um valor cultural através da música, teatro, entretenimento e artes visuais ou, ainda, que comunicam uma posição social através do estilo e da moda – é tão antigo quanto a humanidade.

 

A origem da Economia Criativa se deu quando as antigas tradições do trabalho cultural e industrial – design, produção, decoração e representação – começaram a ter vínculos com uma gama mais ampla de atividades produtivas modernas – a publicidade, o design de roupa, o desenho gráfico e a mídia de imagens em movimento – e, mais importante ainda, quando começaram a ter mais abrangência pelo poder da tecnologia digital.

 

Assim, a Economia Criativa mistura valores econômicos e valores culturais. Esta ampla e complexa herança é o que a diferencia de qualquer outro setor do mercado.

 

Vale destacar que a Lei da Propriedade Intelectual é o agente catalisador que converte a atividade criativa em indústria criativa: proteger o direito de propriedade dos donos sobre as suas ideias, da mesma maneira que outras leis garantem o direito à posse de bens ou imóveis. Portanto, por mais complexo que seja medir a indústria criativa, há um consenso sobre uma característica básica dela: a Propriedade Intelectual.

 

Partindo desse pressuposto, voltamos a nossa questão inicial sobre como inserir a Consultoria de Imagem nesse contexto.

 

Considerando como um grande diferencial da Economia Criativa a promoção do desenvolvimento sustentável e humano e não somente o mero crescimento econômico, poderíamos pensar também a sua aplicação na indústria da moda, onde os conceitos do belo e do simbólico constituem valores fundamentais.

 

No segmento da moda, verbos como vestir, proteger, calçar gradativamente,foram sendo substituídos por encantar, diferenciar, embelezar e pertencer. Eis a questão que não quer calar: como colocá-los em prática sem perder de vista aspectos como sustentabilidade e responsabilidade social?

 

De acordo com a Secretaria da Economia Criativa, do Ministério da Cultura, a Economia Criativa brasileira somente será desenvolvida de modo consistente e será adequada à realidade nacional se incorporar, na sua conceituação, os seguintes princípios: diversidade cultural, inovação, sustentabilidade e inclusão social.

 

Cada vez mais, marcas de diferentes segmentos da moda já oferecem produtos e serviços que preconizam os referidos conceitos, privilegiando a prática da sustentabilidade e da inclusão social.

 

Como formadores de opinião, podemos ressaltar que o simples fato da escolha ou aquisição de um produto que considere o conhecimento, bem como o entendimento da filosofia da marca podem constituir um passo certeiro na direção do consumo consciente.

 

Na qualidade de Consultores de imagem, precisamos nos apropriar cada vez mais desses temas, tornando-os de fácil acesso e entendimento junto ao nosso público-alvo. Moda é linguagem. A Consultoria de Imagem usa a moda para construir a melhor imagem do cliente para o mundo. Portanto, fazer escolhas conscientes terá grande impacto na construção da identidade de cada indivíduo e como ela será interpretada pelos outros.

Bibliografia:

DRUCKER, Peter. O Essencial de Drucker, Actual Editora, Portugal: 2016

FLORIDA, Richard. A Ascensão da Classe Criativa, Porto Alegre: L&PM, 2011

HOWKINS, John. Economia Criativa. São Paulo: M.Books, 2013

NEWBIGIN, John. A Economia Criativa: Um Guia Introdutório – Série Economia Criativa e Cultural/1, 2010, British Council

 

turistando

Sonia Helena dos Santos – Graduada em Administração de Empresas, com Pós-Graduação em Recursos Humanos pela PUC-RJ, Máster em Tecnologia Educacional pela FAAP-SP, com Certificação em Criatividade pela Creative Education Foundation em Buffalo – New York, Especialista em Psicoterapia Junguiana pelo IJEP/FACIS – SP. Professora da Graduação e Pós-Graduação da FAAP. Sócia Gerente da Patres Consultoria e Assessoria LTDA.

 

 

 

 

0 Comments
Share Post
No Comments

Post a Comment