Diferenças comportamentais e de vestimenta pós-pandemia

O mundo mudou e a forma de se vestir e de se comportar também! Já vínhamos caminhando para um mundo mais informal e a pandemia só acelerou esse processo. Nos últimos meses, experimentamos as mais diversas sensações: solidariedade, medo, esperança, indignação, insegurança e assim nos tornamos mais reais.


Roupas estruturadas e cabelos impecáveis cederam espaço ao conforto e à naturalidade, nossos aliados na luta diária para desempenhar todos os papéis que a pandemia nos impôs.


A americana Lauren Griffiths, de 39 anos, mãe de 3 filhos e Consultora de RH em uma empresa americana, que mudou a sua foto de perfil do LinkedIn e acabou inspirando outras pessoas a usarem imagens que refletissem a realidade do trabalho em home office. 


De acordo com a americana Lauren, se mostrar de uma forma mais genuína e vulnerável (mais humana), a levará mais longe em sua carreira. Certo ou errado, e aqui sem qualquer juízo de valor, já que essa é uma decisão muito pessoal (a forma como queremos ser percebidos), fato é que essa mudança de comportamento influenciou muitas pessoas.


Não podemos esquecer que temos uma imagem a zelar, tanto no mundo real, quanto no mundo virtual e que carregamos conosco a imagem da empresa em que trabalhamos. Além disso, quando estamos mais arrumados nos sentimos mais confiantes (assim nos tornamos mais produtivos) e as pessoas nos enxergam de uma forma mais profissional. 


No entanto, neste caso específico da Lauren, a decisão de passar uma imagem mais natural/humana se mostra coerente se considerarmos a sua profissão, cujo objetivo principal é ser acessível e empática (Lauren é Consultora de RH em uma empresa americana) e o desejo de imagem deve sempre levar em consideração os objetivos pretendidos.


Pesquisas indicam que “a humanização é uma tendência já em aplicação, mas que recebeu ainda mais relevância durante o isolamento social. O mercado precisa de pessoas que se importem umas com as outras, que tenham uma comunicação gentil e assertiva, mas que também apresentem atitudes coerentes com o seu discurso. A transparência nas relações possibilita a construção de uma Cultura de Confiança – o que é fundamental para criar ambientes propícios à inovação e à criatividade.”


E por falar em criatividade, eis que ela aparece entre as 10 principais habilidades comportamentais que os profissionais precisam desenvolver para o futuro do trabalho, segundo o Fórum Econômico Mundial, juntamente com a capacidade de Resolução de Problemas Complexos, o Pensamento Crítico, a Gestão de Pessoas, a Autogestão e o Pensamento Coletivo, a Inteligência Emocional, a Capacidade de Julgamento e de Tomada de Decisões, a Orientação para Servir, a Negociação e a Flexibilidade Cognitiva, que nada mais é do que a capacidade de adaptação, tão necessária em tempos de crise.


Para Fabio Moioli, executivo na Microsoft, a criatividade é a mais importante habilidade do futuro e consiste em perceber o mundo de novas formas. Trata-se de um processo que envolve paixão e comprometimento, no qual você deve estar preparado para assumir riscos.


    “A habilidade mais importante no futuro será a capacidade de ligar os pontos da sua própria maneira!” via LinkedIn. Na imagem da esquerda, a palavra em inglês significa “Conhecimento”, na figura do meio, vemos “Experiência” e na direita temos a “Criatividade”.


E o momento pede criatividade… Agora é a hora de descobrir o mundo e suas novas formas, de se envolver com paixão e comprometimento, respeitando e valorizando as diferenças.


Que venha o futuro!


Este artigo foi escrito por Juliana Maksoud.


Apaixonada por moda, deixou a carreira de advogada para atuar como Consultora de Imagem. Seu currículo reúne Cursos de Personal Shopper, Consultoria de Imagem Corporativa e Executiva, além de especialização em Personal Styling pelo London College of Fashion.

2 respostas

  1. Li inteiro! Parabéns, criatividade é tudo em todos os setores!
    Gostei muito tbem quando você fala sobre humanização!!!!
    acredite, esse é meu lema de vida!
    Show o artigo!
    Ju,
    Grande bjo

  2. Muito bom Juliana.
    Como fotógrafo notei este movimento em frente à câmera. Gente mais humana, solidária e atenta à sustentabilidade.
    O retrato precisa acompanhar este movimento, ou vai continuar passando uma imagem em descompasso com a sua realidade.

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